quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Eficácia da Palavra


O profeta Isaías nos revela em seu livro, 55.10-11, a seguinte verdade sobre a eficácia da Palavra de Deus: 

“Porque assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”.

Estamos vivendo um momento histórico onde, graças a tecnologia, nunca se pregou tanto o evangelho de Cristo quanto nos nossos dias.

Mas, ao refletir sobre a passagem descrita no livro de Isaías e olhar para seara cristã, no cenário brasileiro e mundial, me pergunto o porquê o crescimento ainda é tão lento e esporádico.

O Padre Antônio Vieira, famoso orador português que viveu no século XVII, ao refletir sobre o assunto teceu o seguinte comentário em seu Sermão da Sexagésima: 

“Pregam palavras de Deus, mas não pregam a palavra de Deus. As palavras de Deus, pregadas no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus; mas pregadas no sentido que nós queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras do Demônio”.

O que estou querendo demonstrar é que a eficácia da Palavra está no seu correto emprego e não no sentido que achamos mais conveniente e cômodo, a eficácia da Palavra está na sua totalidade e não de forma mitigada.

O diabo citou o Salmo 91.11 ao tentar Cristo pela segunda vez, mas utilizou-a de forma distorcida de seu sentido original.


Se quisermos experimentar a eficácia da Palavra de Deus que usemos em seu correto sentido para, só então, colheremos dos céus os seus abençoados frutos.