
De tempos em tempos gosto de escrever sobre um determinado assunto, como todos devem saber conclui com chave de ouro minha graduação em direito, isto porque além de ter finalizado no final de 2010, consegui passar na tão temida prova da OAB, o mais sublime foi que alcancei este objetivo ainda no 9º semestre, ou seja, seis meses antes de concluir o curso. Quero com isso deixar registrado neste intróito os meus mais profundos agradecimentos a Deus, o qual me sustentou, e continua a me sustentar durante todo o meu caminho percorrido.
O mundo em que vivemos fora marcado por homens que devido a sua trajetória, postura e ideais acabaram, de um modo ou de outro, perpetuando seus nomes na história, tais como Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Jesus Cristo, John Locke, Santo Agostinho, Jean-Jacques Rousseau, Rene Descartes, John Huss, Jerônimo Savonarola, Martinho Lutero, etc. São nomes que se pronunciados em quase qualquer canto do mudo serão certamente reconhecidos.
Desta maneira quero tecer um breve comentário sobre a vida de Jônatas Edwards, homem este que influenciou toda uma geração, conhecido pelo lendário sermão “Os pecadores nas mãos de um Deus Irado”. Jônatas nasceu em 1703 e faleceu em 1758, fez parte de um dos maiores movimentos deste mundo, conhecido como “O grande despertamento”. Edwards aos sete anos obteve o costume de orar cinco vezes ao dia todos os dias. Aos treze anos iniciou seus estudos no curso do Yale College, fato que o levou a ler o celebre: “Ensaio sobre o entendimento humano” de John Locke, o que acabou comentando: “achei mais gozo nisso do que o mais ávido avarento, em ajuntar grandes quantidades de ouro e prata de tesouros recém-adquiridos”. ¹, tamanho era sua sede pelo aprendizado. Aos dezessete anos se formou com honras, e sempre estudou com muita obstinação, também se dedicava a leitura da bíblia.
Outro fato que me chama atenção é a entrega formal que Jônatas Edwards fez com Deus, aos vinte anos de vida ele redigiu um contrato, no qual entabulou a entrega de toda sua vida a Deus, para que segundo Jônatas, nunca pensasse em ter direitos sobre alguma coisa, tendo um comportamento de máxima entrega com o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Este é um ato de extremo altruísmo, pois, partindo deste princípio Jônatas se declarou independente do seu “eu” para viver tão somente para Deus, será que nós, isto porque me incluo neste questionamento, temos a audácia de fazermos a mesma coisa? Ter a mesma atitude? De entregarmos a nossa vida por completo sem restrições, de acabar com o nosso ego? Devo confessar que é um passo a ser tomado e que não é fácil, mas por outro lado não seria loucura ter uma vida fora dos propósitos de Deus? Claro que sim! A Maior loucura de todos nós é acharmos que somos plenamente independentes de Deus.
Que nós possamos nos dias de hoje entregar nossas vidas sem reservas de domínios ao Rei dos reis e Senhor dos senhores, e confiarmos plenamente que suas mãos ira nos sustentar.
Num próximo encontro falarei sobre a lendária pregação de Jônatas Edwards, “Os pecadores nas mãos de um Deus Irado”.
Adios los hermano!
Referência bibliográfica
¹ Boyer, Orlando. Heróis da fé. Editora CPAD, 15 edição, 1999.
Olá Dr. joão,
ResponderExcluirQue boa citação de Jônatas Edwards. È maravilhoso descobrir fatos singurlares na vida de homens e mulheres que marrcaram uma época e que nos servem como referencial hoje.
Deus o abençoe.
Pastor Ary Mota